Blog do Homem Estupendo

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domingo, junho 25, 2006

(Re)Encontros (parte 2)

Por outro lado, e só para não ficarem tristes, aqui vai um episódio, este sim, rocambolesco.

Quando saí da biblioteca, fui lanchar ao bar da faculdade.

Por estes dias, a biblioteca e toda a faculdade andam bastante vazias, pois é época de exames e, para ajudar, Portugal jogava com o México neste dia.

Ora, depois de algumas horas nos livros, o Ice Tea que bebi ao almoço teve de ser expulso da minha intolerante bexiga, pelo que passei pela casa de banho antes de ir para o bar.

Antes de pensarem: será que ele lavou as mãos?!, devo dizer-vos que não, não lavei, o que fará de mim um porco inominável, ou apenas um tipo que não tem nojo do seu sexo, e o mantém lavadinho. Ou então, sou só um tipo que sabe mijar, sem pintar as mãos de amarelo…

De qualquer modo, ia a entrar no bar, e vejo um tipo, que estava sentado a uma mesa, sozinho, a olhar para mim. Porém, não foi só um trocar de olhos, um “ser notado”. Foi mais do que isso, pois o tipo olhou insistentemente para mim.

Imediatamente, pensei: queres lá ver que saíste da casa de banho com a braguilha aberta?

Confesso que sou famoso por deixar o “passarinho à janela” quando saio da casa de banho, mas assim que me cheguei ao balcão pude pôr uma mão num bolso e notar, sem olhar para baixo, que hoje estava tudo em ordem.

Admirável, não é: conseguir perceber que a braguilha está fechada sem olhar para ela, só pelo tacto… Grande proeza que consegui desenvolver e aperfeiçoar ao longo dos anos…

De qualquer modo, hoje, esta técnica era desnecessária, pois as minhas calças não tinham fecho. Digamos que eram daquele tipo de calças que me fazem recordar experiências atemorizadoras da minha infância, em que eu ia de calças de fato de treino para a escola, e havia sempre um miúdo que mas puxava para baixo, deixando-me em cuecas em frente àquelas miúdas giras de 6 e 7 anos que estava a tentar impressionar.

Ah, se eu já soubesse a palavra “paneleiro” nessa altura…

E por falar em paneleiro, voltemos ao tipo.

É que eu me esqueci completamente do contexto em que estava inserido, ou seja, a faculdade de letras. Na FLUL, como eu costumo dizer, temos 90% de indivíduos do sexo feminino, e 95% a gostar de homens. E atenção que dos 5%, que gosta de mulheres, 4% são… mulheres também…

Nessa altura, a ideia atingiu-me na cabeça, mais ou menos no meio da testa, onde eu costumava levar “belinhas” dos meus colegas da primária: o tipo estava a tirar-me as medidas!!?!

Paguei ao senhor do café com um sorriso nos lábios, expressão de incredibilidade, e sentei-me numa mesa próxima a saborear o croissant que comprara.

Como diz o povo, “ele há coisas…”. “Ao que isto chegou”, pensava eu: “agora que já não atraio gajas à pala da minha barriguinha e da minha careca, começo a atrair gays?!”

Bom, estava absorto nestes pensamentos jocosos, ainda sorrindo com este acontecimento insólito, quando o tipo que me tinha olhado se levanta da mesa da esplanada, vai ao balcão, pede qualquer coisa, e depois se senta numa mesa mesmo à minha frente, assinalando a sua presença com um singelo e suspeito sorriso…

Bom, o meu sorriso acabou ali.

3 Comments:

Blogger Calíope said...

A história acaba assim?!!! Eu a pensar que as histórias da minha vida estavam mal contadas...

11:35 da manhã  
Blogger anadulce said...

Confesso que estava à espera de mais 'sumo'...Mas imagino que esta história te tenha feito bem ao ego, afinal continuas a derreter corações...Em grande forma João!...

11:52 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Acho que isso é o primeiro sinal objectivo da decadência!
E gostei de saber que quando alguém olha para ti a primeira coisa que te vem à ideia é que tens o "magalhães" à janela! Estás a ir pelo bom caminho...

12:09 da tarde  

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